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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Que Dilema?

Quando comecei a escutar todo o burburinho sobre o documentário “Dilemas da Rede” (Social Dilema) e de repente vi amigos dando adeus a redes sociais como Instagram e justificando sua saída por conta do que foi exposto no filme, resolvi assisti-lo também. Já tinha visto que o documentário tinha entrado na Netflix e mais ou menos me chamou a atenção, porém tinha ficado apenas como um ticado para a minha lista de futuros. Explico os porquês.

Tem um troço que tenho certo pavor. Teoria da conspiração. Morando aqui nos EUA sei que a maioria dos americanos acreditam nas mais diversas teorias da conspiração. Variadas pesquisas já mostraram números que dizem por exemplo, 1/3 da população americana acredita em alguma teoria doida sobre o Coronavírus. Já vi pesquisas dizendo que mais de 70% dos americanos acredita em alguma teoria que vai desde que o homem não pisou na lua, Elvis não morreu ou que a Terra é plana. Ui! Esse lance de teoria me irrita tanto, mas tanto que tudo que soa à conspiração eu não quero nem ver ou ouvir. Dá coceira!



A segunda barreira de não querer assistir o “Dilemas da Rede” foi com relação às próprias redes sociais. Essa pessoa que vos escreve começou nas redes sociais nos tempos de Orkut. Não passei pelo MySpace e não tive muito contato com Flickr ou Twitter, apesar de que flertei por essas bandas rapidamente. Desde o começo do meu contato com as redes sociais, sempre achei fascinante uma coisa: o poder da comunicação e como poder se expressar de alguma forma para várias pessoas de maneira mais aberta, diferente do e-mail.

Essa paixão, se posso descrever assim, por essas plataformas foi crescendo e acabei abrindo uma agência de conteúdo online nos primórdios do Facebook, quando marcas começaram a usar a rede social para promover seus produtos e serviços, mesmo ainda sem a existência das páginas profissionais na plataforma. Explorar essas ferramentas e o que elas podiam nos dar de volta com relação à estrutura sempre foi fascinante. E a cada ano, ou até mesmo a cada mês, elas se atualizavam, inventam novos recursos. Quando o Facebook ficava meio lento e surgiam alguns bugs eu já dizia para a minha equipe “lá vem mudança do Mark”.

Quando falo assim, de forma tão poética e nostálgica, não estou sendo inocente com relação às redes sociais e seu lado comercial. Não mesmo! Sei que para uma plataforma sobreviver como um produto, é necessário dinheiro. Óbvio! Mas penso também que um pequeno negócio que não tem rios de orçamento para investir em um site ou plataformas de CRM etc., pode abrir uma conta no Instagram para vender seus produtos. Isso inclui. Um jovem morador de favela pode ter um espaço para vociferar o que está acontecendo dentro da sua comunidade e criar seu próprio meio de comunicação. Isso inclui. Você pode criar um movimento que começa local e ganha proporções globais, ajudando outras pessoas. Isso inclui.

Então, o que me incomodava – isso antes de assistir o documentário – era pensar nessa martirização das redes sociais como sendo apenas um celeiro de inveja, competividade, depressão, ansiedade, brigas e rachas. Incluindo neste bolo uma manipulação da sua mente, um impulsionamento exagerado do consumo, a criação de bolhas de um só pensamento. Claro que tudo isso existe sim dentro das redes sociais. E existe um processo que culmina no “compre meu produto mesmo você não precisando”. Negar isso tudo é inocência, de fato! Mas o documentário que entrevista vários personagens-chave no processo de criação de tecnologias viciantes exagera neste lado sombrio.

Concordo que o uso de redes sociais por crianças e pré-adolescentes não é legal. O mesmo que muita TV e telas no geral. Concordo que o mundo fantástico de todos aparentando serem felizes o tempo todo, que o uso de filtros para afinar o rosto, melhorar a pele e tirar olheiras é too much e pode gerar sentimentos de inferioridade e inadequação. Que a manipulação de imagens e criação de fake news é um problemão. Concordo que deve ter um melhor monitoramento e leis que ajudem a reduzir essas questões e que tudo isso seja debatido. Mas isso revela como somos como sociedade. O nosso lado sombrio da força. E cá entre nós, sempre tivemos um pé lá e um pé cá. “Onde vamos parar?” muitos dizem. Não acredito que estamos piorando. Volte para a Idade Média e veja o quanto evoluímos como sociedade. Tudo bem, não precisa ir tão longe. Volte aos anos 1950 e veja como evoluímos.

Não vejo as redes sociais como apenas ferramentas demoníacas ávidas a nos fazerem escravos e meras mercadorias de troca. Não mesmo. Pode ser um lado meio Pollyanna meu? Pode ser. Mas acredito que essas avaliações sobre as redes sociais deveriam nos fazer refletir mais sobre as nossas conquistas como sociedade e aí sim, avaliar o que podemos fazer para melhorar ainda mais, combater o que está em desequilíbrio e sim, viver mais a vida no modo geral, fora da tela e também porque não, postar vídeos de gatos fofos, compartilhar aquela torta maravilhosa que você comeu ou uma selfie linda que só você consegue tirar do seu melhor ângulo. Isso tudo junto e misturado, sem dilemas. Curtiu?

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Onde estará Suzana?

Sempre pensei em escrever sobre Suzana. Sempre quis compartilhar com o mundo o que uma amiga que nunca mais vi ou soube de sua vida, me ensinou sobre liberdade, sobre ser você mesma e de vibrar com a vida. Estranho pensar que Suzana me ensinou isso tudo quando ela tinha seus 11 anos de idade e eu por volta dos meus 9. Ela foi a irmã mais velha que não tive. Aquela que compartilha seus ensinamentos de “vida” por estar uns anos à frente. O mais interessante é que Suzana me ensinou sim tudo isso, mas será que ela sabe que teve esse papel importante em minha vida?

Onde estará Suzana

Muito magrinha, sardenta e ruiva, ela era um mistério. Eu sabia muito do seu íntimo, do que pensava, do que gostaria de fazer e vivenciar, mas não sabia muito da sua vida, das confusões familiares. Suzana morava em frente ao meu prédio em uma vila em Botafogo. Aquele tipo de vila que todo mundo se conhece, sabe da vida do outro ou pelo menos das fofocas. Como criança morando lá eu sempre escutava uma história aqui e acolá e tentava dentro da minha lógica 
imatura, colocar os fatos e fuxicos em alguma ordem que fizesse sentido. 

Ela morava com a avó. Uma senhora que tinha uma voz estridente, que gritava “Suzaaanaaa” bem alto quando ela aprontava alguma (que não eram poucas) e a vila inteira sabia que Suzana estava a ponto de levar uma coça. Além da avó, também morava na casa uma empregada. Naquele antigo e extremamente louco sistema de quartinho dos fundos, que na década de 1980 era “comum”. A empregada de sua avó era o que a Suzana foi para mim, a irmã mais velha. Dava conselhos, levava a Suzana para tudo quanto lugar e a Suzana vivia em seu quarto, vendo TV e tomando Coca-Cola.

Mas apesar de ter falado que ela morava com a avó, na verdade Suzana passava o dia inteiro lá, fazia as refeições e tinha até um quarto com suas roupas e alguns objetos pessoais, mas ela dormia na casa do pai que ficava no prédio ao lado do prédio de sua avó. Seu pai era praticamente da idade da avó. Era magrinho como Suzana e me lembro que fumava muito, vivia carregando pacotes de cigarro que vez ou outra Suzana roubava. Ele era um homem de poucas palavras. Aliás, não tenho nenhuma memória de ter ouvido a sua voz. Eu dormi uma ou duas vezes lá. Era um quarto-sala, bem masculino, mas até que não era bagunçado. Tinha um sofá-cama. E me lembro de ouvir em uma vez dormindo lá as explosões da obra do metrô no lugar de uma vila antiga. Aquela estação nunca saiu do papel na verdade. Coisas da corrupção do Rio. Também me recordo de duas coisas que me chamavam atenção na casa do pai da Suzana. Ele guardava dinheiro em uma caixa de isopor de Big Mac e na sala tinha um Atari, que jogávamos Pac Mac sem parar.

Ela também tinha um irmão bem mais velho. Já casado e com um bebê. Morava ali perto, cheguei a ir em seu apartamento algumas vezes e lembro dos móveis tipo TokStok anos 1980. Algo que só quem viveu essa época vai entender. Eram módulos que abriam em camas. O seu irmão era meio duro com ela. Ela aprontava muito e deixava a avó descabelada. Confesso que era engraçado. A sua avó era muito brava. Tinha uma vizinha de frente da sua avó que tinha um Chihuahua que latia horrores. Eu sempre achava esse cachorro igual a avó de Suzana.

Ninguém falava de sua mãe. Nem Suzana. Acredito que tinha uma foto dela no quarto em que Suzana ficava na avó. Não sei o que aconteceu. Se fugiu. Se abandonou os filhos. Se morreu. Ou enlouqueceu. Mas não se falava dela.

Tudo em sua vida era um misto de mistério, loucura, uma vontade enorme de viver, vivenciar, experimentar e ao mesmo tempo, Suzana, que tinha apenas 11 anos e se achava adolescente, tinha no banheiro que ficava no quarto de sua avó, praticamente um depósito de bonecas. Uma vez ela me mostrou esse acervo e eu não acreditei. Eu era criança ainda, né? Aquilo era incrível! Todas as bonecas e acessórios que você pudesse imaginar! Uma vez pegamos algumas dessas bonecas, e carrinhos de bebê para elas e fomos brincar em frente ao meu prédio. Eis que passam alguns meninos da idade da Suzana e ela imediatamente empurrou tudo para mim. “Não sou quem está brincando de bonecas”, era o que ela quis dizer. Eu respeitei. Afinal, era um segredo nosso.

Mas fora esses momentos de querer brincar de boneca, Suzana tinha um sonho louco de virar adulta. Seu maior desejo era menstruar. Ela era tão aficionada com isso que uma vez uma amiga dela dormiu na casa da sua avó e quando passei lá para visitar, estavam as duas meninas com os pés em uma bacia de água quente e avó com a cara desconcertada. Quando ela foi à cozinha, as duas começaram a rir pelos cotovelos. Disseram que tinham fingido ter menstruado. Tinha manchado um absorvente com merthiolate e mostrado para a avó que ficou tão desesperada, que botou as meninas com os pés na água quente. No mesmo dia a sua avó descobriu a trama da menstruação falsa e lá foi a vila inteira escutar “Suzaaaanaaaa!”. Ficou de castigo por vários dias!

Suzana estudava em uma escola católica, acho que seu nome era Sagrado Coração de Maria. Fui várias vezes em sua escola. Tinhas colunas grossas, um pátio aberto e lindo. Parecia saído da antiguidade. Eu ansiava em estudar em um colégio assim. Com freiras, restrições e uniforme. O meu era tido como escola alternativa. Só tínhamos uma blusa como uniforme e podiam ser de diferentes cores. Zero regra. É claro que Suzana queria estudar em um colégio igual ao meu. Muitas vezes Suzana foi suspensa. Acredito que chegou a ser ou quase expulsa. 

Mas tinha amigos lá, aliás muitos casinhos. Suzana fazia muitas festas em sua casa. Sempre tinha a supervisão da avó e da empregada. Mas uma vez que a avó virava as costas...ela aprontava. Fui em algumas dessas festas. Tinha música, luz e fumaça. Acho era que seu aniversário. Só sei que voltei para casa impressionada. Foi a primeira vez que participei de um “verdade e consequência”. Claro, que era muita nova e mais olhava do que participava, mas aquilo tudo era tão incrível e tão diferente que mesmo sendo mais inocente, achava o máximo o que a minha “irmã” mais velha fazia.

Quando tinha festinha em minha casa, ela comia brigadeiros, bebia Coca-Cola - ela era viciada no refrigerante que tomava até no café da manhã – mas ficava mais reservada, de bate-papo com a Cida, a nossa empregada que viveu conosco por 30 anos, minha segunda mãe e que na época era jovem e Suzana gostava de conversar com ela. Lembro uma vez que a minha mãe deu uma bronca na Suzana lá em casa ou me falou que não devia brincar com ela na frente dela. Não me recordo ao certo.

Uma vez um menino que perambulava pelas ruas com outro menino, ficou louco com a Suzana. Não sei te dizer se ele realmente morava na rua ou em alguma favela por perto, mas lembro que ele nos seguiu até a porta do prédio da Suzana e alguns dias depois ela veio me pedir um favor. Ela disse que ele passaria lá mais tarde, já à noite, junto com o amigo e que ela ia colocar uma camisola longa e branca, levemente transparente e eu seria a responsável por abrir a cortina do seu quarto para eles poderem assistir a Suzana de costas com essa camisola, como se fosse em um peep-show meio burlesco. Fiz o abrir das cortinas e a cara dos dois meninos com os queixos caídos literalmente, foi impagável. 


Onde estará Suzana


Se você está pensando que ela era muito nova para aprontar isso e aquilo ou até mesmo achar vulgar o que Suzana fazia, eu até hoje acho Suzana uma revolucionária. Isso tudo sem ela saber que era. Ela tinha essa ânsia de virar adulta, de gargalhar, de fazer as coisas que era tolhida o tempo todo. É o famoso joie de vivre. Nunca vi nada tão igual e intenso.

Ela quem me ensinou coisas bobas e que parecem sem utilidades, mas que na verdade foram ensinamentos profundos de vida. Quando ela comprava roupa nova, ela dizia que para ver se a roupa ia ficar boa, era para vesti-la e dançar na frente do espelho. “Só assim dá ver como a roupa fica no corpo!”. Ela que me ensinou a usar canga amarrada na praia, isso em uma época que ninguém usava canga ainda. Nem era canga, mas um grande lenço. Foi a Suzana que me ensinou a gostar da madrugada e seus programas trash da época que a gente assistia tomando Coca-Cola e comendo bombom Garoto. Foi com ela que assisti ao filme Ele, O Boto. Sim, não era para a minha idade, na época 10 anos, mas vi o Carlos Alberto Riccelli‎ e fiquei com aquela paixão platônica. Suzana também. Neste dia inclusive, ficamos presas em uma cabine do banheiro do cinema, e tivemos que escalar a sua porta. Só podia ter acontecido com ela! E foi
também com a Suzana e sua fiel escudeira, a sua empregada, que fomos em uma matinê na boate Help em Copacabana. Também criamos, em um dos seus momentos “brincadeiras infantis que ninguém sabia”, uma peça de teatro e fomos vender ingresso na rua. Vendemos para uma senhora e sua filha, que foram de fato assistir. Isso tudo na sala da casa da avó. Ela amava Kid Abelha e cantava alto suas músicas que botava para tocar na vitrola. Sim, coisas bobas você deve estar pensando, mas intensas e inesquecíveis. 

Depois de 2-3 anos ao seu lado, eis que a minha família compra um apartamento maior e em Laranjeiras. Deixamos a vila de Botafogo e com a saída, os meus encontros com a Suzana foram espaçando. Não tinha esse negócio de se falar o tempo todo. Não tinha celular, não tinha internet. A última vez que a vi, ela foi me visitar depois da escola. Suzana tinha mudado de colégio e este ficava no Catete, perto da minha casa. Colégio de padre que também cheguei a ir em algumas festas juninas com ela e lembro que estava não indo muito bem na escola.

Nunca mais ouvi falar de Suzana. Eu também fui entrando na adolescência, fazendo novas amizades e vivenciando outras coisas que aquele mundo da vila parecia não caber mais na minha vida. Na época cheguei a ouvir que ela tinha conhecido um traficante e que tinha ido morar na favela. Ouvi dizer que engravidou também. Enfim, acho que nunca vou saber seu destino e se conseguiu experimentar e viver a vida como gostava. Sempre penso como seria a Suzana dos dias de hoje em seus quase 50 anos de idade. Como ficaram seus laços com a família? Assim como a sua vida misteriosa, o seu desaparecimento em minha vida também é cercado de perguntas. Não tenho seu sobrenome. Não tenho contato com ninguém que possa saber de sua vida. Onde estará? O que aconteceu com a sua vontade de viver. 

Suzana tinha apenas 11 anos de idade, mas parecia uma mulher cheia de experiências, vivida, praticamente uma adulta. Ela flertava com esse desejo constantemente. Virar adulta. Na cabeça dela o ato de menstruar era algo libertador, de abrir as portas da vida adulta que tanto ansiava. Neste último dia em que a vi quando foi me visitar no auge dos seus 14 anos, ao sair do meu apartamento estávamos eu e a Cida na porta esperando ela entrar no elevador que ficava em um longo corredor. Quando ela se distanciou um pouco da porta da minha casa, de repente ela virou de frente para a gente e abriu o zíper da sua calça jeans e baixou rapidamente a calcinha para mostrar o absorvente gritando: “Olha aqui ó! Eu menstruei!”.


segunda-feira, 25 de junho de 2007

Você tem fome de quê?

Quem consegue descrever alguns prazeres que sentimos de forma tão intensa? Venho pensando de um tempo para cá em uma lista de pequenos prazeres que fazem a endorfina bater o seu ponto mais alto no organismo. E checando esta lista, percebi que o pouco é muito, que para conhecer a tal felicidade é fácil. Difícil é aceitar que pouca coisa pode nos fazer tão feliz. Que não precisamos de uma grande viagem para sentir o prazer de conhecer um lugar novo. Que não precisamos de muita grana assim, para comer uma comida espetacular e muito menos para sentir o calor do sol. Pequenos prazeres que constroem belas estórias de amizade, amor e paixão. Como somos felizes em morar numa cidade que apesar de todas as loucuras e violência diária, tem a Lagoa, tem praia aberta a todos e lugares tão democráticos que você pode encontrar os mais diversos tipos de amigos, do mais mauricinho ao mais louco. O prazer de escutar uma música que bate diferente em você e faz lembrar da infância ou de um momento incrível. Alguém engraçado que te faz rir de quase tudo, mesmo no mais estressante momento do trabalho, quando você não pode desconcentrar. Ou ainda, o prazer picante do sexo que faz ver estrelas e que não tem nada, nada, NADA.... equivalente, ou pelo menos até agora não conheci. O prazer de quando dançamos da nossa forma, mesmo que de um jeito esquisito e de repente perceber que estamos quase em transe ou ás vezes já estamos, numa onda de prazer inacreditável entre a música e o corpo. Outro prazer que havia esquecido e apareceu na minha vida de novo, é o esporte. Suar, se soltar, competir, voltar a brincar como uma criança. Bom...muito bom. E mais ainda, se reunir com pessoas queridas em torno de uma mesa e falar sem parar, sem pressa de acabar, pelo simples prazer de estar junto.

Porém o prazer não é só aquele que te faz bem, mas que faz o outro bem também. Que delícia ver alguém que você queira bem, tranquilo, em paz, conquistando as coisas pouco a pouco, aprendendo.... e você ali, ajudando. Ajudar dá prazer! Ainda tem o prazer de uma boa comida, de um vinho perfeito, de um chocolate incrível, cachoeira, cerveja gelada, de um silêncio necessário, de um filme, da adrenalina de uma aventura, mesmo sendo em uma segura montanha russa, de escrever, de ler, de amar e ser amado, do carinho dos pais e família, de dormir quentinho, de cafuné, massagem........enfim, a lista é extensa e variará conforme a vida de cada um e os conceitos que carregamos de alegria.Vale tudo, desde que não prejudique ninguém.

Se você não compreendeu nada do que foi citado, está mais que na hora de libertar essa endorfina adormecida e ir á luta. A vida é bela demais para assistí-la passar sem participar intensamente de cada etapa. Tenha fome de viver! Garçon! Cadê a comida?????