E ser solteiro também pode não ser uma opção de vida e sim um resultado de desencontros ou sabe-se lá que força oculta é essa.
Portanto, não confunda. Pare e observe. Se não sacou que a minha é a segunda situação, fica na sua, quieto. Não venha fazer propostas no meio da madrugada, não me procure nos intervalos entre namoros ou quando briga com a namorada um dia antes e o mais importante, não me chame de linda, não sou sua linda ou uma de suas "lindas".Isso tudo irrita, cansa e pior, de vez em quando eu acabo acreditando. No final, ainda tenho que escutar que ser solteira é a melhor coisa do mundo e a opção mais certeira que fiz, "Ah quem dera não dar satisfação de nada para ninguém" é o que uma solteira escuta como fosse um grande consolo. E por favor, de onde tiraram que qualquer tipo de relacionamento, casamento, namoro tem que ser uma prisão, dar medo ou qualquer coisa do gênero.E agora mulheres comprometidas (e inseguras), esse recado é para vocês.95% das solteiras não são pegadoras desesperadas e ávidas por sexo com seus companheiros. Elas não vão encher o pneu da bicicleta, comprar pão ou perguntar onde fica tal rua só porque estão interessadas pelo "seu" homem. Portanto, não existe a necessidade de segurar no braço deles com força e nem olhar feio. E mais. Casal não precisa só sair com casal. Que medo é esse? Vocês também já estiveram no lado negro da força em algum momento da vida.E para finalizar: parentes, amigos que não vemos há um tempo, chefe, colegas de trabalho, porteiros. Se já sabem que estamos solteiras, não façam perguntas do tipo "mas como você que é linda, inteligente, trabalhadora e etc etc está sozinha?", pois não saberei lhe responder o enigma e não quero ouvir dicas e conselhos de que somos muito exigentes, que deveríamos frequentar outros ambientes e ainda, dar chance aquele cara que não temos o mínimo tesão ou interesse intelectual. Essas questões a gente deixa para a terapia....e algumas barras de chocolate.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Solteiro ou não...eis a questão!
Ser solteiro pode ser uma opção de vida.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Irritantemente positiva!
Conversando com algumas pessoas por esses dias, escutei de
99% delas: “Acaba logo 2011!”, “Nossa, não vejo a hora de 2011 terminar”, “2012
será melhor, porque esse ano...”.
Não sei se é uma comoção mundial, mas no final do ano as pessoas tendem a dizer que o ano que está
acabando foi uma merda.Talvez para ver se as coisas que não aconteceram como o
esperando sejam melhores no ano que vem ou sei lá, as pessoas têm mania de
reclamar mesmo. Ou ainda, posso ser uma eterna Pollyana do livro de Eleanor H Porter, que brincando do “jogo do contente”, tenta sempre
ver o lado positivo das coisas, mesmo no meio do caos.
Não, a minha vida não é perfeita. Não consegui perder os 2
quilos extras que ganhei por conta da cortisona, que por sua vez tomei para
tratar de uma alergia que quase me manda embora mais cedo. Ui! Também não
fiquei rica e nem deixei de contrair dívidas. Quer coisa mais deprê que falta
de dinheiro no bolso? Além disso, de todos os campeonatos de jiu-jitsu que
participei esse ano, perdi....TODOS! Não consegui morar sozinha e estou a caminho
dos 40, continuo em uma eterna vida de adolescente. Briguei com operadoras de
celular, plano de saúde e serviço de internet. Algumas vezes também com o
Facebook e alguns browser que não funcionavam. Me irritei com alguns amigos.
Briguei com pessoas da família. Não tive nenhuma estória de amor para contar
para os netos.
Então, podia me encaixar no grupo dos “fora 2011!!”, mas na
verdade na verdade, tudo que escrevi acima, apesar de ser a mais pura e
irritante realidade é besteira. Coisa micha, pequena, pinto.
Ganhei 2 quilos e fiquei mais gostosa. Mas também tô
perdendo as gordurinhas aos poucos. A alergia? Serviu para saber que não posso tomar
diclofenato de sódico. As dívidas fazem parte, ainda bem que existem pessoas que
acreditam em mim, no meu trabalho e me dão estrutura e força para crescer. Perdi
todas as lutas, mas aprendi a perder, ganhei um monte de medalha de bronze para
enfeitar o quarto e coragem para continuar tentando. Não fui morar sozinha?
Tudo bem! Faço companhia para minha avó, entre pequenas discussões diárias a
gente se diverte e muito. Os serviços aqui no Brasil são o ó, mas eu também sou
a "mala" reclamando. Bom para eles! Melhoram o serviço aos poucos. Amigos e família,
a gente só vê que são realmente importantes e queridos depois de passar por
provas assim. E o amor? Nenhuma estória, mas muitas lições e friozinho na barriga.
Reclamar do ano? Impossível! Adeus meu lindo 2011, que venha
o próximo ainda melhor, mais lindo e mais incrível que puder!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Lá se vai 2010....
Essa mania de retrospectiva que rola no final do ano me afetou. Aliás, minto. Sempre me afeta. Todo final de ano tenho essa necessidade de rever o que aconteceu, o que errei, o que acertei e repensar tudo de novo para começar um ano ainda melhor. Parece bobinho? É, pode até ser, mas serve como uma grande faxina mental e me ajuda (e muito) a botar os planos e a cabeça em ordem. Afinal, se tem gente que acha que a vida é difícil, eu acho que dá para levar na boa, desde que de vez em quando dê tempo para esse pequeno momento de reflexão. Lá vai:
Chorei. De tristeza e felicidade, mais felicidade do que tristeza. Chorei sozinha, escondida, acompanhada de várias pessoas ou simplesmente da TV.
Ri muito, dancei muito, extrapolei algumas vezes. Mas fui mais light que outros anos etílicos.
Gostei de duas pessoas, só. Mas tanto, que chegou a doer, a dar raiva. Mas gostei, não tem como negar.
Descobri que posso ser mãe, que posso dar e receber amor em outro patamar, mesmo com o filho emprestado dos outros.
Descobri também que alguns clichês não são tão ruins assim e têm seu fundo de verdade: "palavras têm poder", "nada acontece por acaso", "enquanto você menos espera, aparece". Chatinhos de escutar, mas verdadeiros.
Fiz muitas amizades novas, algumas tão especiais que não parecem ser dessa vida, mas de muitas. A família continua emocionante, unida e feliz, mesmo com todos os solavancos e algumas perdas.
Jiu-jitsu merece parágrafo especial. No coração, na mente e corpo. Local sagrado, de respeito e equilíbrio, minha segunda família. E quem diria, aos 33 anos ser campeã e ainda mudar de faixa. É recompensa atrás de recompensa por tanta disciplina. Osssss
Médico frequentei (quase) todas as especialidades! Até nutricionista entrou na jogada. Pressão alta, ovários policísticos foram algumas novidades do tempo. Roacutan, o temido, entrou no organismo. Mas a ortopedia bateu recorde. O povo da fisioterapia sentia até saudade quando eu dava um tempo “na relação”. Arrumei uns ligamentos rompidos e lá voltei para a alegria geral. Finalizo o ano com algumas poeiras de uma pedra que passou....chega a ser poético.
Engordei, emagreci. Ganhei músculo e também algumas gordurinhas que não existiam aqui e ali. Dizem que fiquei mais loira. Não, não. Mais uma vez afirmo: é mesmo tom há quase 2 anos. Mas termino o ano mais "escura"... Vamos ver qual será a opinião alheia. Com certeza vão dizer: ficou mais loira?
Trabalhei muuuito. Mas muuuuito! E nunca fui tão feliz! Clientes novos, projetos novos e ideias incríveis eclodiram aqui e ali.
Cansei de algumas coisas. Carnaval no Rio foi uma delas. Parei com o refrigerante. Rompi com algumas maluquices da minha cabeça e percebi que de fato idade não é nada, é apenas identidade, papel. E que só envelhecemos quando paramos de aprender algo novo. Velho é aquele que fica estagnado. E desse mal, definitivamente, eu não sofro! Vamos que vamos! Feliz 2011!
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Tempo sem ponteiros
Acredito que todos nós temos um momento em que precisamos parar o tempo, arrancar os ponteiros, acabar com o tic-tac que insisti em bater. Este tempo que pode durar o que tiver que durar, é totalmente individual. Podem ser segundos, minutos ou até anos. O importante é ter este tempo disponível para refletirmos o que precisarmos pensar, seja lá o que for, sem interferências de outros relógios externos. E também pode ocorrer em qualquer idade ou fase da vida. É recomendável apenas respeitá-lo, pois quando ele vem, vem com vontade, pedindo pelo amor de Deus para pará-lo o quanto antes. O que acontece é que tem pessoas que não reconhecem a sua importância e deixam esse relógio no canto, ali coitado, sem dar a mínima atenção. E depois ele vem de novo, mas diferente, mais pesado e cobrando respostas rápidas. Tem aquelas pessoas que não passaram pela situação de ter que parar a hora e acham que isto não ocorrerá nunca e são pegas de surpresa. E tem ainda aquelas que não respeitam o tempo do outro, esquecendo que passaram pelo mesmo processo em algum momento. Confesso que é realmente difícil compreender o tempo alheio se não estamos na mesma situação que o outro lado. É um exercício tenso de se fazer, mas é necessário se colocar na visão do outro e de sua história de vida, para compreender esta parada momentânea. Dói quando precisamos de uma resposta ou decisão de outra pessoa que está nesta fase sem ponteiros. Dá vontade de sacudir e dizer “vambora, você consegue, vai passar ileso”, mas infelizmente as coisas loucas da vida não acontecem desta forma. Você pode sim, dizer esta frase com sinceridade e carinho, mas deve cima de tudo respeitar o tempo de cada um. O mesmo vale para o seu tempo. Respeite, acredite e tudo dará certo. E quando o bom e velho tic-tac voltar, tudo se encaixará harmoniosamente, segundos, minutos, horas.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Vai um Nó?
Sabe o famoso nó na garganta? Aquele que pode ser proveniente de sapos mal engolidos? Ou daquilo que você gostaria de ter falado, mas faltou coragem na hora? Ou até aquela verdade muito, muito difícil de encarar e que se transforma em um nó tão bem formato, que nem o marinheiro mais expert consegue desatar? É, os muitos nós que vão se formando vão dificultando ainda mais a fala e quando você decide expulsá-los do seu corpo, é muito mais complicado. Acha ainda que se deixá-lo ali aos poucos ele vai sumindo e diminuindo de tamanho? Ledo engano. Nó na garganta é duro, tenso, difícil mesmo. E também não ache que bebendo água ou tomando um sal de frutas, resolverá! Não te falaram que nem isto funciona? Esqueça todas estas possibilidades e não acredite em cura milagrosa. É mais fácil, apesar da enorme dificuldade que a maioria dos seres humanos tem, desatá-lo com cuidado e de uma só vez. Doloroso com certeza, mas o alívio é instantâneo. Experimente! Não convencido ainda que este nó causa danos sérios á sua saúde mental? Pelo bem ou pelo mal que sua libertação causará, o nó na garganta é um dos casos mais conhecidos de sufocamento emocional. Tenho certeza que esta sensação não é agradável mesmo. O ar acaba, a segurança mental vai para o ralo e você vira um ser desconfiado, com medo que descubram seu segredo e aí ele vai ficando cada vez mais feio e cabeludo. Liberte seus nós!
sábado, 5 de julho de 2008
Assunto que dá Pano para Manga, Gola, Punho...
O que está acontecendo com as pessoas hoje em dia? Ninguém se interessa mais por ninguém? É cafona o assunto "se apaixonar por alguém"? Ouo fast-food dos relacionamentos está cada vez mais rápido e fácil que a má-digestão das porcarias que tomamos nem é percebida? Estranho lembrar que algumas décadas atrás ainda se ouviam estórias de pessoas que se apaixonavam, corriam atrás quando estavam a fim de alguém e não tinham o menor problema com isso. Odeio escutar as teorias sobre a vida mais agitada, a influência da internet, da globalização, do efeito estufa...tudo parece querer justificar algo que se perdeu e não tem nem longe chances de voltar a ser pelo mais real: construir algo com alguém. Quando falo construir, não estou dizendo o “para sempre”, nem é historinha para boi dormir, mas é o que os livros, os filmes, a música, a arte em geral sempre falaram e retratam através de séculos: o amor. Mas se talvez fizessem uma enquete por aí sobre o tema, tenho certeza que escutaria asneiras mil do tipo: “o que é isto?” Ou “isto não existe” e blá blá blá. E o pior é que tem gente que diz se orgulhar de ver seus pais tão apaixonados até hoje e que gostariam de encontrar alguém para viver algo parecido. Mas é tudo mentira. A verdade mesmo é que ninguém (digo isso dos homens é claro, mas também das mulheres) quer de fato conhecer o outro. E este conhecimento não é só saber alguns detalhes sobre o que a pessoa faz da vida, o que escuta o que gosta de comer. É participar do outro, é compartilhar idéias, é rir das semelhanças e zombar das diferenças. Quem já sentiu isto de forma recíproca sabe do que estou falando. E vou parar por aqui, porque o assunto rende uma veste completa...
domingo, 1 de junho de 2008
Existe a melhor?
Algumas perguntas de um tempo para cá têm me perseguido. E todas são relacionadas ao mesmo assunto: teríamos apenas uma melhor fase na vida? Não sei medir o que teria sido a “the best of all”! Até porque a mania de separar a vida em áreas distintas: amor, profissional, saúde, social, família e outros, gera uma dificuldade de eleger aquela fase totalmente perfeita. Talvez comparando fases da vida muito ruins em que nada dá certo e tudo de esquisito acontece como o computador que quebra, seu rosto enche de espinhas sem razão, todos parecem reagir ao contrário do que você imagina, o trabalho fica insuportável... um momento mais light vira o melhor em segundos. Também não acredito que envelhecendo, as melhores fases serão aquelas que já passaram como a adolescência e as suas descobertas e falta de compromisso com tudo ou a inocência da infância. E também não quero crer que aos 40 anos tudo melhora. E muito menos acreditar que quando envelhecemos mais ainda, fica tudo mais difícil e a saudade do tempo que passou faz parte da rotina do dia-a-dia. Mas afinal, ainda é possível afirmar que existe a melhor época da vida? Talvez o que podemos dizer é que existem fases em que priorizamos mais algumas áreas do que outras. E é esta prioridade que talvez defina o que achamos mais interessante ou não. Independente dos “achismos” a parte, quero que a minha melhor fase seja sempre a de agora. Mesmo que englobe os piores acontecimentos e misture com as alegrias deliciosas da vida em uma salada muito esquisita, o presente momento tem que ser o melhor de todos, assim como o próximo será! O que vier de ruim servirá como memória para não repetir o mesmo erro. E o que for espetacular povoará para sempre meu arquivo de melhores momentos, assim como um álbum de fotos que serve para curtimos em dias de “relembrar é viver”. Ai ai...
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