quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Re...Início...

A idéia principal com o primeiro texto do blog era de alguma forma externar essas sensações esquisitas que só quem já passou dos 30 anos de idade sabe do que estou falando. Mas com o passar do ano, outros temas foram surgindo e o que deveria ser um simples desabafo balzaquiano, virou um desenrolar de sentimentos e emoções vividos a cada mês. E quem as lia se identificava com algum momento da vida, mesmo longe dos 30 anos. Os -18/20/40/50+ anos se identificaram com a avalanche de pensamentos que foram sendo descritos e que todos nós passamos em algum momento da nossa longa vida. E mesmos aqueles que não se encontraram de alguma forma nas palavras, manifestaram suas opiniões como se tivessem sentido a mesma alegria, angústia ou medo, passando pelo mesmo processo de descobertas de nós mesmos. Papo meio auto-ajuda ou piegas? Pode ser, mas OK. Viva os amigos e anônimos que leram os textos e permitiram que este humilde blog seguisse seu caminho no ano de 2007! Viva também a vida, que com todas as loucuras mais absurdas de acontecimentos, trouxe idéias para os mais diversos assuntos. Se não fossem as mil dúvidas compartilhadas com todos, este blog não teria motivação para continuar a existir neste oceano de informações que é a internet. 2007 já foi e com ele todas os episódios aqui descritos e que ficaram registrados neste espaço democrático. Um brinde meio atrasado a 2008 e que venham novas estórias, boas ou ruins, mas sempre muito gostosas de compartilhar!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Reduzindo para Aumentar

Todo final de ano c'est la même chose. Começamos a dar aquela desacelerada para pensar no que fizemos de positivo ou não no ano que se prepara para dar adeus. Para quem é sistemático, assim como eu, que escreve suas resoluções de final de ano e ainda, literalmente, assina embaixo se comprometendo a cumpri-las, tem neste período um checklist redondo dos projetos que foram conquistados, aqueles que conseguimos finalizar ou pelo menos iniciar seu caminho. E claro, todos os outros projetos que não saíram do papel e que pertencerão á lista do próximo ano. Meio que empurrar com a barriga, mas com a promessa (sempre!) de que “darei cabo no assunto no ano que vem”. Além disto, ainda tenho a loucura de separar as resoluções por áreas: profissional, social, amor, família, saúde, material e outros (!)...uma beleza, caso perfeito para psicólogos de plantão. Mas independente das organizações, todo final de ano traz um pouco de reflexão, palavra naturalmente profunda e interessante: REFLEXÃO.... Da vida de um modo geral, das etapas que vamos passando e tirando tudo o que é bom das experiências boas, assim como dos erros experimentados meio a contra-gosto. Logo, logo chegará aí mais um ano cheio de surpresas e novos acontecimentos. Pacote perfeito para crescermos como ser humano e também respirarmos novas idéias e ainda, simplesmente, fazer o bem! Ótimo não? Pois então, acelerem os motores! Que venha 2008!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O louco que nos habita

Sabe aquela figura louca que habita nosso interior e que de vez quando desperta com ferocidade total? Aquele louco tem seu lado bom e ruim. Tem situações que precisamos de uma certa insanidade, ou seja, um pouco mais de coragem para tomar decisões sem pensar muito. Neste caso, este louco vem bem a calhar, com suas idéias mirabolantes e sem freio na atitude. Já em outras situações em que você não acredita mais no seu lado sadio, o louco perturba e te enche de caraminholas na cabeça. O louco que nos habita cresce mais que nós mesmos e vai ganhando forma em nossos corpos. Diz coisas que não sentimos, faz bagunça no nosso ego e distorce nossas visões de mundo e de tudo que nos cerca. E mais, este louco que nos habita faz que concordemos somente com ele, não deixando abrir espaço para a opinião alheia. É, mas apesar de toda esta carga negativa, este ser insano um dia vai embora e deixa como resultado muita reflexão, algumas risadas das loucuras que passamos ao lado dele e o quanto pensamos que a vida pode ser louca e difícil, mas também doce, doce.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Segredo de Quem Somos (e com quem contamos)

Tudo aquilo que escutamos dos outros, dos amigos, dos filmes e livros de auto-ajuda sobre o poder de termos o que queremos ter, é verdade. Tudo aquilo que já foi dito e explicado através das mais bizarras teorias sobre este assunto, é verdade também. Parece-me que o segredo de tudo isto, é de como somos e pensamos. Se formos pessoas confiantes, teremos resultados confiantes. Se pensarmos positivo em algum projeto, com certeza tudo ocorrerá bem. Isto não tem erro! Não existe outra fórmula. É o mesmo princípio, eu acho pelo menos, de emagrecer. Não há outra maneira, a não ser comer menos x exercícios físicos. Isto tudo está resolvido na minha cabeça. A minha questão é: e aquele pensamento incômodo que surge cruzando o caminho do bom pensamento? Aquele que angustia, mesmo você estando em seu estado mais Polyanna misturado com um certo ar Odara? Porque ele cisma em chegar? Mesmo espalhando por todos os cantos frases mais que estimuladoras, como “Nunca desistir dos sonhos!”, “Transformar obstáculos em resultados”, “Vamos que vamos!”, este pensamento com um pé no negativo e no medo acaba surgindo. São nestas horas de um certo descontrole mental que procuro me cercar de bons amigos e conselheiros bacanas, que mesmo tendo uma noção que meu pensamento negativo tem um certo fundamento, fazem o papel de “levanta a moral, está tudo indo bem!”. São estes verdadeiros levanta-moral-de-todo-mundo, que devemos contar nos momentos dos “serás?” da vida. E no final, dá tudo certo!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poeira Sacudida

Na antiga música, a analogia é perfeita. Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Na vida, parece que segue a mesma lógica também.

Mas tem certos tipos de poeira que são difíceis de desgrudar do corpo e dos móveis. Poeira grossa, chata, que gruda com o mais bobo vento e ás vezes até entra nos olhos e vira conjuntivite ou no mínimo uma irritação ocular. Claro que tem aquela poeirinha de leve, que é só passar um paninho e pronto. Mas esta poeira não conta, qualquer um pode lidar sem mistérios e ás vezes nem precisa tirá-la do lugar. 

Para os super especialistas em faxinas do nível punk, a poeira vai embora e dificilmente volta. Mas para aqueles que a faxina parece ser um suplício, dá-lhe água, sabão, balde e esfregão, quiçá um desinfetante para limpar ainda mais e não deixar resquícios da sujeira. Mas se isto não é tudo, é aí que entram os profissionais do assunto, que chegam com a sua equipe mais que montada, com os equipamentos de última geração para limpar cada cantinho. 

São estes amigos que dão o suporte necessário neste momento de limpeza e de colocar as coisas nos seus devidos lugares, sem drama, sem estresse. Já contei com a ajuda deles, assim como já me equipei de panos e baldes e corri atrás da limpeza sozinha. Em ambas situações, o importante foi o resultado: casa limpa e organizada...e por um tempinho, as janelas fechadas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Vento que Bate no Rosto...


Toda ação gera uma reação. Todo vento cria movimento. A cada pedrinha jogada no lago é uma festa. 


Tem momentos em que uma simples atitude de mudança gera tantos acontecimentos juntos que nem temos tempo para pensar se são coisas boas ou não tão boas assim. Mas são de alguma forma: movimentos. 

Um simples “não” abre tantos caminhos bloqueados que sempre penso por que não fiz isto antes. E se é sempre tão fácil assim, qual a razão de tanto bloqueio de pensamento? De travas que não fazem a roda girar, as novidades acontecerem e os velhos conceitos irem embora? As soluções podem estar ao alcance de todos, mas talvez precisemos entrar por caminhos mais tortuosos e conseqüentemente mais dolorosos. Talvez assim possamos dar o valor necessário à conquista final. 

Não há graça naquilo em que se é dado por dar, sem persistência e suor.... eu pelo menos acho assim. Sentir o doce prazer de ser livre e tomar nossas decisões como bem entender é mais interessante quando conhecemos o oposto. Então, será que precisamos sofrer para conhecer o prazer? Não sei. Só sei que ao acharmos a saída no final do túnel, tudo fica mais claro e óbvio e aquela sensação de liberdade que temos é tão intensa quanto o vento que bate no rosto, seja de moto, bicicleta ou num simples ônibus.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Apresento-lhes, O Medo.


Medo de trovão, cobra, choque e escuro eu sempre tive. Medos assim fáceis de identificar são também mais fáceis de enfrentar. Mesmo que eu nunca encontre de frente com uma cobra, o medo existe e se acontecer de cruzar com uma, vou tremer de medo. Apesar de tudo, eu tenho mais medo daquilo que eu não sei que tenho medo. Mesmo sem muita lógica, este medo que não conheço, me apavora mais que os outros que tem cara e nome. Medo do desconhecido, daquilo que nunca enfrentei e que nem sei como funciona ao certo e pior, que terei que enfrentar sozinha, na maioria das vezes é horripilante. Ao mesmo tempo, dentro deste cenário de filme de terror, a sensação do medo é tão natural quanto impulsionador. Talvez se não sentisse medo, o tal freio que temos internamente não funcionaria enquanto estivéssemos em alta velocidade, em nossos projetos e sonhos de vida mais altos. Ainda bem que ele existe e desperta mais curiosidade em conhecer novos caminhos e oportunidades, mesmo diante dos maiores obstáculos que teimam em aparecer até para a pessoa mais corajosa do mundo. Este medo que carregamos, cada um do seu modo, não pode fazer com que travemos na primeira hora. Ele tem que nos ajudar a colocar as idéias em ordem e fazer com tenhamos mais cautela nas complicadas escolhas. Conheço pessoas que por conta dos seus medos, deixam de fazer o que realmente sentem vontade de verdade e reclamam de tudo e de todos. Pessoas que poderiam fazer mais e se deixam levar pelo medo asqueroso que fica rondando cada passo que damos ao desconhecido. Sim, o desconhecido e o medo andam juntos e ambos são feios e assustam mesmo, mas tem horas que se não os enfrentarmos de cara, eles vão ficando maiores e sem limite, tolindo aos poucos nossas forças e desejos de sermos cada dia mais felizes. Por enquanto, caminhando no escuro vou manter a luz acesa, mas tenho certeza que com o tempo os olhos acostumam e tudo fica mais claro e fácil de enxergar.