quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O louco que nos habita

Sabe aquela figura louca que habita nosso interior e que de vez quando desperta com ferocidade total? Aquele louco tem seu lado bom e ruim. Tem situações que precisamos de uma certa insanidade, ou seja, um pouco mais de coragem para tomar decisões sem pensar muito. Neste caso, este louco vem bem a calhar, com suas idéias mirabolantes e sem freio na atitude. Já em outras situações em que você não acredita mais no seu lado sadio, o louco perturba e te enche de caraminholas na cabeça. O louco que nos habita cresce mais que nós mesmos e vai ganhando forma em nossos corpos. Diz coisas que não sentimos, faz bagunça no nosso ego e distorce nossas visões de mundo e de tudo que nos cerca. E mais, este louco que nos habita faz que concordemos somente com ele, não deixando abrir espaço para a opinião alheia. É, mas apesar de toda esta carga negativa, este ser insano um dia vai embora e deixa como resultado muita reflexão, algumas risadas das loucuras que passamos ao lado dele e o quanto pensamos que a vida pode ser louca e difícil, mas também doce, doce.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O Segredo de Quem Somos (e com quem contamos)

Tudo aquilo que escutamos dos outros, dos amigos, dos filmes e livros de auto-ajuda sobre o poder de termos o que queremos ter, é verdade. Tudo aquilo que já foi dito e explicado através das mais bizarras teorias sobre este assunto, é verdade também. Parece-me que o segredo de tudo isto, é de como somos e pensamos. Se formos pessoas confiantes, teremos resultados confiantes. Se pensarmos positivo em algum projeto, com certeza tudo ocorrerá bem. Isto não tem erro! Não existe outra fórmula. É o mesmo princípio, eu acho pelo menos, de emagrecer. Não há outra maneira, a não ser comer menos x exercícios físicos. Isto tudo está resolvido na minha cabeça. A minha questão é: e aquele pensamento incômodo que surge cruzando o caminho do bom pensamento? Aquele que angustia, mesmo você estando em seu estado mais Polyanna misturado com um certo ar Odara? Porque ele cisma em chegar? Mesmo espalhando por todos os cantos frases mais que estimuladoras, como “Nunca desistir dos sonhos!”, “Transformar obstáculos em resultados”, “Vamos que vamos!”, este pensamento com um pé no negativo e no medo acaba surgindo. São nestas horas de um certo descontrole mental que procuro me cercar de bons amigos e conselheiros bacanas, que mesmo tendo uma noção que meu pensamento negativo tem um certo fundamento, fazem o papel de “levanta a moral, está tudo indo bem!”. São estes verdadeiros levanta-moral-de-todo-mundo, que devemos contar nos momentos dos “serás?” da vida. E no final, dá tudo certo!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poeira Sacudida

Na antiga música, a analogia é perfeita. Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Na vida, parece que segue a mesma lógica também.

Mas tem certos tipos de poeira que são difíceis de desgrudar do corpo e dos móveis. Poeira grossa, chata, que gruda com o mais bobo vento e ás vezes até entra nos olhos e vira conjuntivite ou no mínimo uma irritação ocular. Claro que tem aquela poeirinha de leve, que é só passar um paninho e pronto. Mas esta poeira não conta, qualquer um pode lidar sem mistérios e ás vezes nem precisa tirá-la do lugar. 

Para os super especialistas em faxinas do nível punk, a poeira vai embora e dificilmente volta. Mas para aqueles que a faxina parece ser um suplício, dá-lhe água, sabão, balde e esfregão, quiçá um desinfetante para limpar ainda mais e não deixar resquícios da sujeira. Mas se isto não é tudo, é aí que entram os profissionais do assunto, que chegam com a sua equipe mais que montada, com os equipamentos de última geração para limpar cada cantinho. 

São estes amigos que dão o suporte necessário neste momento de limpeza e de colocar as coisas nos seus devidos lugares, sem drama, sem estresse. Já contei com a ajuda deles, assim como já me equipei de panos e baldes e corri atrás da limpeza sozinha. Em ambas situações, o importante foi o resultado: casa limpa e organizada...e por um tempinho, as janelas fechadas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Vento que Bate no Rosto...


Toda ação gera uma reação. Todo vento cria movimento. A cada pedrinha jogada no lago é uma festa. 


Tem momentos em que uma simples atitude de mudança gera tantos acontecimentos juntos que nem temos tempo para pensar se são coisas boas ou não tão boas assim. Mas são de alguma forma: movimentos. 

Um simples “não” abre tantos caminhos bloqueados que sempre penso por que não fiz isto antes. E se é sempre tão fácil assim, qual a razão de tanto bloqueio de pensamento? De travas que não fazem a roda girar, as novidades acontecerem e os velhos conceitos irem embora? As soluções podem estar ao alcance de todos, mas talvez precisemos entrar por caminhos mais tortuosos e conseqüentemente mais dolorosos. Talvez assim possamos dar o valor necessário à conquista final. 

Não há graça naquilo em que se é dado por dar, sem persistência e suor.... eu pelo menos acho assim. Sentir o doce prazer de ser livre e tomar nossas decisões como bem entender é mais interessante quando conhecemos o oposto. Então, será que precisamos sofrer para conhecer o prazer? Não sei. Só sei que ao acharmos a saída no final do túnel, tudo fica mais claro e óbvio e aquela sensação de liberdade que temos é tão intensa quanto o vento que bate no rosto, seja de moto, bicicleta ou num simples ônibus.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Apresento-lhes, O Medo.


Medo de trovão, cobra, choque e escuro eu sempre tive. Medos assim fáceis de identificar são também mais fáceis de enfrentar. Mesmo que eu nunca encontre de frente com uma cobra, o medo existe e se acontecer de cruzar com uma, vou tremer de medo. Apesar de tudo, eu tenho mais medo daquilo que eu não sei que tenho medo. Mesmo sem muita lógica, este medo que não conheço, me apavora mais que os outros que tem cara e nome. Medo do desconhecido, daquilo que nunca enfrentei e que nem sei como funciona ao certo e pior, que terei que enfrentar sozinha, na maioria das vezes é horripilante. Ao mesmo tempo, dentro deste cenário de filme de terror, a sensação do medo é tão natural quanto impulsionador. Talvez se não sentisse medo, o tal freio que temos internamente não funcionaria enquanto estivéssemos em alta velocidade, em nossos projetos e sonhos de vida mais altos. Ainda bem que ele existe e desperta mais curiosidade em conhecer novos caminhos e oportunidades, mesmo diante dos maiores obstáculos que teimam em aparecer até para a pessoa mais corajosa do mundo. Este medo que carregamos, cada um do seu modo, não pode fazer com que travemos na primeira hora. Ele tem que nos ajudar a colocar as idéias em ordem e fazer com tenhamos mais cautela nas complicadas escolhas. Conheço pessoas que por conta dos seus medos, deixam de fazer o que realmente sentem vontade de verdade e reclamam de tudo e de todos. Pessoas que poderiam fazer mais e se deixam levar pelo medo asqueroso que fica rondando cada passo que damos ao desconhecido. Sim, o desconhecido e o medo andam juntos e ambos são feios e assustam mesmo, mas tem horas que se não os enfrentarmos de cara, eles vão ficando maiores e sem limite, tolindo aos poucos nossas forças e desejos de sermos cada dia mais felizes. Por enquanto, caminhando no escuro vou manter a luz acesa, mas tenho certeza que com o tempo os olhos acostumam e tudo fica mais claro e fácil de enxergar.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Qual a medida para um saco encher?


Até quando podemos aturar a grosseria de alguém? Até que ponto você está se reduzindo? Ou simplesmente tem mais estômago para aturar certos tipos de situações melhor que outras pessoas? Afinal de contas, qual é a medida para o seu saco transbordar? Descobri recentemente que o meu saco de paciência tem medidas diferentes para cada situação na vida. Um saco para alguém que grita grosserias a torto e direito é o menor de todos, afinal de contas, quem gosta de se sentir humilhado? Ninguém.....Tenho esta certeza. Mas, alguns conseguem agüentar mais que outros, com tanta coragem e força que faço esta pergunta sempre: Como alguns agüentam engolir sapos enormes e continuam bem? Fiquei pensando e descobri que além de diferentes situações, talvez a medida do saco de cada um varie conforme a idade. Sinto que os representantes dos 20 anos têm o saco pequeno, mas são mais medrosos para falar o que sentem, deixando-o encher, quase transbordar e depois jogando-o fora em qualquer lixeira por aí. E os de 30 anos, parece que o saco é ainda menor, e pior, adoram pegar o que está dentro e jogar em cima do motivo da irritação. Já os de 40 anos, transparecem ter mais paciência, engolem sapos-bois elegantemente, mas sabem digeri-los como ninguém ...... E o saco aumenta de tamanho....... Impressionante! A turma dos 50 tem o saco ainda menor que os de 30, mas os sacos são transparentes, quem quiser, pode ver o que está lá dentro e dane-se! Ah!!! Que medida é a ideal então? Seguiria esta lógica? Outra preocupação é o que fazer com que está dentro do saco? Jogar fora, guardar? Ainda fico confusa. Em ambas situações tive respostas positivas e negativas. Talvez seja jogar fora, guardar sacos cheios de ilusões, tristezas, perdas e decepções faz mal, depois, quem sabe não achamos estes sacos podres com risco de vazamento e sabe-se lá o que pode acontecer? Explosão? Saco grande, pequeno, transparente ou não, o importante talvez seja que tenhamos cada um o seu e que nunca, nunca seja furado. Aí sim, um saco sem fundo não agüenta nada, fica sempre disponível para enchê-lo eternamente. Beleza! Vamos caminhando, cada um com o seu, na sua medida. E viva o saco nosso de cada dia!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Equacionando...


Sabe aquela situação difícil? Que nem a macumba mais poderosa consegue dar jeito? Aquele problema que dá preguiça de resolver? Pois é, eu adoro! Vai entender a mente humana. Mas eu gosto, fazer o quê? Anos de análise talvez um dia me expliquem, mas até agora eu finjo que é normal e repito a seguinte máxima do mundo corporativo: eu gosto de desafios! Mas é verdade. Nada muito fácil me atrai. As coisas fáceis me dão sono, cansam. As difíceis que fazem a cabeça doer de tanto pensar, me dão fibra. Um trabalho simples e bobo me emburrece. Já um nó de marinheiro ou um monte de fio enrolado me distraem. É uma mania tão esquisita, que prefiro ás vezes deixar um armário ficar bem bagunçado, a ponto de ter que arrumar mais do que se estive levemente desorganizado. Que graça tem de algo que se consegue fácil? Lógico que adoraria ganhar na Mega Sena sozinha, milhões e milhões. Mas o correr atrás me enobrece. Você analisa seu caminho e vê o esforço e dedicação que fez, sente orgulho. É esta sensação de missão cumprida que tenho quando executo uma tarefa complicada. Mas não só de trabalho, as coisas difíceis são mais divertidas. Uma pessoa difícil tem a sua graça. Aquela leve esnobada é interessante, soa diferente, afinal de contas, o que aquela pessoa tem? É isto que nos perguntamos quando alguém “se faz de difícil”, não é? Que desafio tentar desvendar os mistérios de alguém difícil, que não abre a guarda, que esconde todos os segredos e vai desvendando aos poucos o charme das atitudes, típico de uma pessoa difícil, muito mais bacana que uma pessoa fácil de ser descoberta. Isto não quer dizer que a pessoa tenha que se fazer de difícil o tempo todo, mas aquele certo mistério..hummmmm....Dá mais curiosidade. E ser curioso faz parte da personalidade de quem gosta de desafios, é uma sensação meio Sherlock Holmes. A única coisa que não gosto são de problemas matemáticos. Este tipo de quebra-cabeça não me chama atenção. Talvez seja trauma de adolescência! Mas apesar do trauma, ainda hoje sinto vontade de pegar alguns probleminhas e cálculos para brincar um pouco. Assim como faço com as placas de carro, fico calculando para reduzir todos os números a zero. Maluquice? Talvez, mas é um prazer enorme também. E cada maluco com a sua doideira! Aliais, como é mesmo a equação de segundo grau?